3 de janeiro de 2015

Crítica: Uma Noite no Museu 3 - O Segredo da Tumba

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É curioso como um fato externo pode tornar um filme melhor. Ou pelo menos mais emocionante. Há pouco de novo neste Uma Noite no Museu 3 - O Segredo da Tumba, mas o fato de estarmos diante de um dos últimos trabalhos de Robin Williams acaba dando ao filme uma carga emocional, até porque o roteiro oferece uma cena que funciona bem como uma espécie de despedida do ator. Mickey Rooney foi outra lenda da comédia que fez sua despedida neste longa.
Uma Noite no Museu 3 - O Segredo da Tumba - Foto

Tirando esta qualidade fortuita, são poucos os méritos do filme. Conta com momentos divertidinhos, mas também abusa dos clichês, dos personagens pouco importantes e das cenas repetitivas, como a piada do homem das cavernas que pensa que Ben Stiller é seu pai. A brincadeira funciona no início, mas acaba pecando pelo excesso. Em uma trama sem conflitos, o filme acaba criando um vilão do nada e gerando personagens desinteressantes, como o Lancelot vivido por Dan Stevens.

Lancelot, por sinal, só não é um personagem completamente desperdiçado por acabar resultando na cena mais divertida da produção, quando invade um teatro e se depara com dois atores famosos em uma participação especial que não vamos estragar para vocês. Se quiser saber mesmo assim, dê uma olhada na ficha técnica completa da produção.

Uma Noite no Museu 3 - O Segredo da Tumba - Foto

Dentre as novidades do elenco, Ricky Gervais surge em um personagem completamente sem importância e que não faz justiça ao seu talento como ator e comediante. Por outro lado, a jovem Rebel Wilson vai bem na pele da segurança de um museu em Londres. Ela aplica o mesmo estilo avoado de sempre, mas que funciona e gera alguns risos. O filme, por sinal, até abre as portas para ela, quem sabe, assumir à frente da franquia em eventuais sequências.

Mas pior do que as novidades são os personagens recorrentes. Owen Wilson e Steve Coogan ganham mais tempo em cena, em momentos completamente aborrecidos, com piadinhas bobas envolvendo coisas como xixi de macaco. Brincadeiras sobre uma certa tendência homoafetiva do personagem de Coogan também parecem nenhum pouco pensadas e preguiçosas.

A direção de Shawn Levy é pouco inspirada. O filme também não brilha nos quesitos técnicos, como som, mixagem e fotografia. Os efeitos especiais são bons, mas não oferecem nada de novo. Se você é fã dos dois filmes anteriores, é capaz de se divertir. Se já não gostava, não vai encontrar atrativos diferentes aqui.

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