1 de maio de 2013

‘O Dentista Mascarado’ naufraga em histórias fracas e humor pobre.

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Mais bem-sucedida produção de Fernanda Young e Alexandre Machado, “Os normais” tratava das vicissitudes da vida a dois. A série revirava do avesso o inesgotável poço desse grande tema. Era ainda impulsionada, em outro nível, por diálogos espirituosos. “Macho man” também vivia da combinação matadora entre um grande assunto — um sujeito que supostamente deixou de ser gay — e um frasismo impagável. A “O Dentista Mascarado”, mais nova obra da dupla, falta o básico.

Desta vez, não há conexões surpreendentes, nem construção competente de personagens ou situações atraentes. Espremendo, sobra uma compilação de piadas, quase todas elas sem graça, muitas escatológicas e a grande maioria, infantil. A esta altura, o programa já está no ar há um mês, tempo suficiente para deixar tudo isso claro.

No episódio da última sexta-feira, Paladino (Marcelo Adnet), Sheila (Taís Araújo), Sérgio (Leandro Hassum) e Vera (Helena Fernandes) tentavam capturar um contrabandista. A “aventura” começou quando Paladino achou que estava comprando um aparelho de raio X, mas recebeu uma máquina de café. A montagem da tal máquina envolveu frases como “enfia na rosca”; “enfia na tarraqueta”; “enfia no rabo”. Numa cena anterior, Paladino estava no chuveiro com Vera e mencionou “a dimensão da coisa, que tem uma dimensão enorme”. Por aí foi. O enredo era incapaz de arrancar um sorriso amarelo do espectador. Com isso, a infâmia das piadas se agravou muito.

Nada, entretanto, foi mais constrangedor que a lembrança de Paladino e Sérgio de um banheiro na rodoviária de Duque de Caxias. Fizeram uma longa cena sobre disenteria e falta de papel higiênico. Com um texto desses, “O Dentista Mascarado” não agrada nem ao público do recreio da sexta série.

DETONOU PATRÍCIA KOGUT!!!

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