28 de setembro de 2012

CRÍTICA: 'Cheias de charme', um balanço da novela que mexeu com as 19h. *

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“Cheias de charme” pode não ter dirimido as dúvidas dos realizadores da TV acerca do perfil do público das 19h. Mas um ponto ficou muito claro: as crianças estão entre os que prestigiam maciçamente a faixa. A novela de Filipe Miguez e Izabel de Oliveira, que chega ao fim esta noite, acertou o coração do espectador infantil, aquele que facilmente deixa a televisão de lado para navegar na internet. Fez isso sem abandonar os adultos. A produção dirigida por Denise Saraceni foi feliz no trançado de mídias — lançou um clipe primeiro no seu site, depois na televisão, uma ação até aqui inédita — e sua trama acolheu outras atrações da Globo. As empreguetes visitaram os palcos de Fausto Silva, de Luciano Huck e o programa de Ana Maria Braga.
 
Não à toa, o site da novela, na Globo.com, alcançou uma média de mais de 900 mil visitas diárias, desde a estreia no dia 16 de abril até o último domingo, dia 23 de setembro.
 
Os autores de “Cheias de charme” não inventaram a pólvora, mas deram uma atualizada na sua fórmula. Serviram-se dos velhos contos de fadas para construir um enredo moderno, que não existiria sem o YouTube e os meios de produção de audiovisual ao alcance de qualquer um, como ocorre hoje.
A estética pop adotada por Denise Saraceni e sua equipe foi outro acerto. E muitos atores brilharam. Marcos Palmeira abandonou o tipo galã e divertiu com o melhor personagem da sua carreira; Cláudia Abreu fez uma Chayene gigante; Taís Araújo, Leandra Leal e Isabelle Drummond formaram um trio espetacular; Tato Gabus Mendes, Alexandra Richter e Malu Galli arrasaram. São apenas alguns exemplos.
 
“Cheias de charme” trouxe renovação e mostrou que a Globo está certa ao investir também em novos autores.
*Patrícia Kogut

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